Não há razão para termos medo das sombras. Apenas
indicam que em algum lugar próximo brilha a luz.
(Ruth Renkel)
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A cor, ou tom, é resultado da existência da luz, ou
seja, se a luz não existisse, não haveriam cores, à excepção do preto que, é
exactamente a ausência de luz. O preto é resultado de algo que absorve toda a
luz e não reflecte, o branco resulta de algo que reflecte toda a luz, logo é a
existência de luz.
Assim, poderíamos dizer que o branco e o preto não são exactamente
cores, mas antes características da luz.
Newton foi o primeiro a reconhecer que a luz branca é
constituída por todas as cores do espectro visível e que o prisma não cria cores
por alterar a luz branca, como se pensou durante séculos, mas sim por dispersar
a luz, separando-a nas suas cores constituintes.
O detector humano olho-cérebro percepciona o branco
como uma vasta mistura de frequências normalmente com energias semelhantes em
cada intervalo de frequências. É este o significado da expressão "luz branca" -
muitas cores do espectro sem que nenhuma predomine especialmente. Muitas
distribuições diferentes podem parecer brancas uma vez que o olho humano não é
capaz de analisar a luz em frequência do mesmo modo que o ouvido consegue
analisar o som.
A cor não é uma propriedade da luz mas sim uma manifestação
electroquímica do sistema sensorial - olhos, nervos, cérebro. Com rigor
dever-se-ia dizer, por exemplo, "a luz que é vista como amarela" e não "luz
amarela".
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